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O
"não rotariano"
Rotarianos
são todos aqueles que dão de si, antes de pensar
em si. Aqueles que acreditam e lutam por um mundo melhor, sem
guerras, sem poliomielite e sem analfabetismo. São todos
aqueles que cultivam amizades, companheirismo e ética.
São todos aqueles que entraram em Rotary e deixaram Rotary
entrar em seus corações.
Existe também o não-rotariano (ou arrotariano),
que é aqueles que entrou em Rotary por outros motivos.
Que permanece filiado ao clube que o acolheu, mas não cultiva
os ideais de Rotary.
Como podemos identificar o não-rotariano? Como é
e como se comporta?
Ser um não-rotariano (ou arrotariano) é desprezar
os ideais de Rotary, deixando de estudar e conhecer sua filosofia,
seus projetos e sua história. É nunca ter se interessado
em ler o boletim do clube, a carta mensal do Governador ou a revista
Brasil Rotário.
É fazer comentários indevidos, que muitas vezes
promovem a discórdia entre companheiros e atrapalham administração
do nosso clube. É sequer saber recitar a Prova Quádrupla
ou pelo menos dizer para que ela serve.
É não levantar a mão, quando o Presidente
solicita voluntários para alguma tarefa que precisa ser
realizada. É nunca aceitar qualquer cargo, pois nunca tem
tempo para servir o clube, como tampouco a comunidade. É
ter sempre uma carta de desligamento no bolso, pronta para ser
apresentada ao Presidente, como forma de refutar e fugir aos compromissos
que deveria assumir com presteza e dignidade.
É buscar nas reuniões apenas convívio social
e encontro com os amigos, como se Rotary fosse apenas um clube
social. É manter longos bate-papos e dar sonoras gargalhadas
durante as reuniões, achando que Rotary é a extensão
do botequim que costuma freqüentar. É ser mais interessado
nas festas e nas reuniões de companheirismo, do que no
trabalho voluntário que a sociedade espera de um rotariano.
É não se incomodar pela sua baixa freqüência
e pelos atrasos com a tesouraria.
É tentar usar sua condição de rotariano para
obtenção de favores, de privilégios e para
conseguir, de modo escuso, aquilo que a sua competência
jamais alcançaria.
É não aceitar as críticas construtivas e
ocupar o tempo precioso das reuniões com falas, tediosas,
longas e repetitivas. É insinuar que aquele companheiro
que propõe qualquer projeto está atrapalhando ou
querendo se auto-promover. É aquele que tenta abortar toda
idéia ou projeto apresentado. Evoca sua experiência
em Rotary, para sentenciar que aquele projeto já foi tentado
antes e fracassou. É nunca ter apresentado um candidato
para entrar no clube.
É nunca ter dado um telefonema para aquele companheiro
que perdeu um ente querido e necessita tanto de uma palavra amiga.
É não ter tempo de visitar seus companheiros adoentados
ou internados em hospital, optando por um final de semana no sítio
ou uma noite tranqüila de sono. É fechar os olhos
e virar as costas para todos aqueles que necessitam de um pouco
de sua atenção.
É atrapalhar sistematicamente as tentativas daquele companheiro
que tenta uma aproximação, fazendo veladamente críticas
pessoais e arregimentando outros companheiros para isolá-lo
e deixá-lo sem ambiente no clube.
É nunca ter se preocupado na busca de uma sociedade mais
digna, mais justa e mais equilibrada. É nunca participar
de qualquer esforço do clube para conseguir as verbas tão
importantes para assistir aos mais necessitados. É dizer
sistematicamente “não gosto de vender rifas ou bilhetes”
e nunca oferecer uma alternativa viável para a obtenção
destes recursos.
É ouvir todos estes maus predicativos sendo enumerados,
saber que cada fato citado serviu-lhe como uma luva e, mesmo consciente
de sua culpa, fingir que o assunto em questão não
lhe diz respeito. É ter uma conduta “rotariana”
pautada na indiferença, na presunção, no
individualismo e na vaidade.
Este é o não-rotariano.
Não
é difícil encontrá-lo nos clubes, infiltrado
entre os rotarianos. Difícil é conviver com eles.
Márcio
Nogueira.2º Protocolo) Rotary Divinópolis Oeste.
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